Por: Flávio MeirelesT
Desde que assumiu a Prefeitura de Cuiabá, Abílio tem protagonizado uma gestão que caminha entre o amadorismo e o populismo de palanque, transformando a máquina pública num palco de bravatas, improvisos e decisões desastrosas. Sua atuação levanta sérias dúvidas sobre sua capacidade intelectual e técnica para administrar uma capital complexa como Cuiabá, que exige mais que discursos inflamados e vídeos em redes sociais.

Em meio a denúncias de má gestão, atrasos em pagamentos e paralisações de serviços básicos, a saúde pública tornou-se o símbolo do colapso de sua administração. Unidades de saúde com equipamentos sucateados, falta de medicamentos e profissionais desmotivados escancaram uma realidade cruel: vidas estão em risco pela ineficiência da gestão Abílio.
A situação lembra um episódio internacional emblemático do protesto político: a eleição do rinoceronte Cacareco em São Paulo, nos anos 1950. Na ocasião, a população, revoltada com os candidatos disponíveis, elegeu simbolicamente o animal do zoológico como forma de protesto. A comparação, que à primeira vista pode parecer exagerada ou cômica, se torna pertinente quando se observa a condução errática, despreparada e muitas vezes agressiva de Abílio à frente da prefeitura.

Ao contrário de gestores que buscam soluções com base em dados, diálogo e planejamento, Abílio opta pela retórica do confronto e pela guerra contra instituições, jornalistas e opositores. Cuiabá não precisa de um influenciador digital travestido de gestor. Precisa de um prefeito com conhecimento, equilíbrio e compromisso com políticas públicas sérias.
A cidade, com mais de 600 mil habitantes, não pode ser governada com impulsos ou vaidades. As decisões que saem do gabinete do prefeito impactam diretamente a vida de crianças sem atendimento pediátrico, idosos sem acesso a medicamentos, trabalhadores sem transporte digno e famílias inteiras esquecidas nas periferias.

A limitação técnica de Abílio tem custado caro ao povo cuiabano. Em vez de projetos estruturantes, a cidade tem colecionado escândalos administrativos, paralisações e improvisações. Uma gestão que deveria cuidar das pessoas virou um espetáculo de improvisos, vaidades e despreparo.

A metáfora do Cacareco deixa de ser apenas folclórica e se torna assustadoramente real. Em Cuiabá, o voto de protesto virou realidade – e o preço tem sido alto demais.
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Quadro complementar:
Crises na saúde durante a gestão Abílio
•Fechamento temporário de UPAs por falta de insumos
•Médicos com salários atrasados há mais de 60 dias
•Fila de espera por exames simples ultrapassando três meses
•Denúncias de perseguição a servidores da saúde
Opinião popular (levantamento informal)
“Votei nele achando que seria diferente. Hoje me arrependo. A saúde está largada.” — Maria das Dores, moradora do CPA
“Parece que ele está mais preocupado com as redes sociais do que com a cidade.” — João Ribeiro, servidor público
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