Por Flávio Meireles
A cena política em Mato Grosso ganhou contornos definitivos nas últimas semanas. O senador Wellington Fagundes (PL) consolidou internamente sua candidatura ao governo do Estado e, com isso, deixou o vice-governador Otaviano Pivetta na mais absoluta sinuca de bico — ou, para usar a expressão popular já ecoando nos bastidores, “de brocha na mão”.
Pivetta havia dito e repetido, aos quatro ventos, que seria o nome do Partido Liberal na disputa de 2026. Falava com convicção. Comportava-se como pré-candidato ungido. Acreditava ter a bênção direta de Valdemar da Costa Neto e de figuras-chave da direita local. Até eventos e jantares políticos já eram moldados para inflar a pré-campanha do empresário vice-governador.
Mas a realidade prevaleceu.
O fato: o PL decidiu por Wellington
Wellington tem o que Pivetta ainda busca:
✔ Base eleitoral robusta em todo o Estado
✔ Aliança consolidada com o bolsonarismo
✔ Mandato e estrutura política nacional
✔ Histórico de fidelidade ao partido
Dentro do PL, o que se comenta é simples e óbvio: seria imprudência trocar um ativo consolidado por uma aposta arriscada.

A equação é matemática e estratégica. E nela, Pivetta virou sobra.
A ascensão da Dra. Natacha muda toda a eleição
O enterro definitivo do sonho de Pivetta passa ainda por um novo elemento no tabuleiro: a candidatura da Dra. Natacha.
A médica, carismática e vista como alternativa moderna à velha política estadual, chegou para polarizar diretamente com Wellington Fagundes:
⭐ Perfil popular, sobretudo entre mulheres e jovens
⭐ Forte apelo no eleitorado urbano
⭐ Conexão com temas sociais e com o chamado “campo progressista”
⭐ Potencial para mobilizar votos espontâneos, fora das estruturas tradicionais
Se antes Pivetta poderia colar sua imagem em um discurso de “gestor”, agora esse espaço está ocupado. Pior: quem votaria nele tende ou a preferir Wellington dentro da direita ou a apostar na novidade representada por Natacha.

O vice no limbo
No cenário que se forma:
📌 O PL tem dono — e o dono do PL chama-se Wellington
📌 O eleitor progressista já tem alternativa competitiva — Dra. Natacha
📌 O governador Mauro Mendes mantém distância segura da disputa interna
Resultado: Pivetta ficou sem poleiro, sem ninho e sem projeto.
Conclusão
O que antes parecia um jogo aberto se fechou rapidamente:
• Wellington Fagundes: candidato consolidado da direita
• Dra. Natacha: a grande novidade com forte musculatura eleitoral
• Otaviano Pivetta: completamente isolado
A política, como já disse Leonel Brizola, ama a traição, mas abomina o traidor.
Pivetta confiou demais em promessas que nunca se sustentaram.
Agora, resta a ele decidir se vai insistir em um voo solo… ou se recolhe antes do vexame final nas urnas.



























