Botando na balança

“Ô PEDRO TAQUES, CARA DE PAU, O SEU GOVERNO É PIOR QUE O SILVAL”

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“Ô PEDRO TAQUES, CARA DE PAU, O SEU GOVERNO É PIOR QUE O SILVAL!” – Este refrão, gritado a milhares de pulmões entoou na marcha dos servidores públicos de praticamente todas as categorias, que protestavam contra o não pagamento do constitucional RGA. O governador Zé Pedro Taques anunciou ao Fórum Sindical, na semana passada, que não tinha condições de repassar o RGA O anúncio não foi apenas tardio. Ele também revelou descontrole do governo. Governo não se faz com fígado, nem com discurso de convicção de honestidade e muito menos com arrogância. Governo se faz com planejamento, com observância da legislação.

Por Rodrigo Rodrigues

O JK inicia esta matéria com a introdução  de uma outra matéria publicado em 11 de maio de 2016, pelo jornalista Enock Cavalcante, que se referia a outra matéria do jornalista Eduardo Gomes.

Durante toda semana passada o JK ouviu dezenas de servidores sobre o caso Capital Consig, que esta sendo acusada de diversas irregularidades. Vários sindicatos e a federação dos servidores, contrataram o escritório do ex governador Pedro Taques, FG & Taques.

Um dos servidores ouvido levantou uma questão, que a reportagem considerou, em nome da imparcialidade, relevantes trazer a tona em meio desta polêmica. “A Capital Consig esta sendo investigada por ter lesado 12 mil servidores, e é claro que se comprove isso, a justiça fará a empresa ressarcir os servidores prejudicados, óbvio. Mas eu gostaria de saber quem irá, e quando, nós, os outros 120 mil servidores, seremos ressarcidos pelas perdas do “calote do RGA” no governo de Pedro Taques?” Questionou o servidor que preferiu  ter seu nome não mencionado por medo de retaliação por parte dos sindicatos.

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Se houve irregularidades por parte desta empresa, será um grão de areia perto das perdas que tivemos nos quatros anos de governo Taques. Fora o fato que neste período, Taques não valorizou os servidores, governou para meia dúzia de empresários”, complementou o servidor ouvido.

O JK tentou ouvir o sindicalista Antonio Wagner, que foi interpelado na justiça por advogados da Capital Consig. Após várias tentativas de contato por ligação, sem êxito,  encaminhamos algumas perguntas por whatsapp.

1-Quanto de honorários os sindicatos estão pagando ao escritório FG & Taques?

Já que exigem transparência por parte do governo, nada mais correto que todos os servidores tenham conhecimento, pois o dinheiro do sindicato pertencem a eles também.

2-OS sindicatos tem uma estimativa de valores das perdas salariais na época do governo Taques?

3-Os servidores, inclusive o senhor, tachou de calote o não pagamento do RGA no governo Taques. Os sindicatos ainda consideram um calote?

4-Se consideram que foram vitimas de uma “calote” no governo Taques, não seria uma incoerência usar dinheiro dos servidores prejudicados para contratar o escritório de quem, inclusive o senhor, apontou como responsável pelo calote?

Em 31 de outubro de 2017, o sindicalista Antonio Wagner, escreveu um duro artigo, publicado no portal de notícias VG Noticias, onde relata que foi alvo hostilidade por parte de empresários que estavam na AL do estado em defesa do então governador Pedro Taques, em razão da votação PEC 10(PEC do teto de investimento). Neste artigo, Wagner acusa Pedro Taques de ser contra os servidores e, governar apenas para um grupo seleto de empresários. Cita cifras milionárias que os servidores perderiam com a aprovação da PEC. O sindicalista não retornou as ligações e não respondeu os questionamentos via whatsapp.

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“Servidores públicos servem ‘bolo do calote’ em ato contra o governo em MT”

 

Em nome da imparcialidade, o JK, espera que a empresa Capital consig seja investigada, e caso seja comprovado as irregularidades, punida nos rigores da lei. Pedro Taques diz abertamente que será candidato, a principio ao senado. Depois um longo período no ostracismo, Taques ressurgiu nas redes sociais tecendo duras críticas ao governo Mauro Mendes, e agora ganhou uma certa notoriedade advogando neste caso. Alguns servidores que ouvimos, consideram oportunismo, usar  agora os servidores para se promover, e promover seu escritório de advocacia, o qual ele faz questão de citar em seus vídeos que correm nas redes sociais.

Ainda em nome da imparcialidade, e do mínimo de, ética e coerência, um ex governador que foi tachado de “caloteiro”, e acusado de  prejudicar os servidores durante seu mandato, não seria a pessoa mais indicada para o caso, muito menos se dizendo candidato, e usar servidores, possivelmente lesados, como “plataforma” eleitoral.  

Da mesma forma que não caiu bem que, um advogado ligado ao governador, atue na defesa da empresa investigada, conforme o JK noticiou ontem.

 

 

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