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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cidade do Rio de Janeiro (RJ) nesta sexta-feira (22) pela sexta vez em 2026, ano eleitoral. Neste sábado (23), o presidente faz anúncios na Fiocruz. Das seis viagens do petista ao estado, em metade delas Lula priorizou entregas na área da saúde.
Em outras viagens ao estado, Lula atribuiu a precariedade dos hospitais federais do estado à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em março, Lula fez referência ao Hospital Federal do Andaraí, municipalizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2024. Segundo o presidente, a gestão passada foi responsável pela “mercantilização” do setor hospitalar no estado.
Em outra visita à capital do estado, em fevereiro, Lula afirmou que os hospitais da região foram usados como “moeda de troca eleitoral” em momento de campanha.
Nos bastidores, integrantes da campanha de Lula avaliam que as críticas públicas do presidente ao senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência pelo PL, ajudam a ampliar o desgaste do bolsonarista no estado, sobretudo ao associar o adversário a episódios negativos.
O Rio de Janeiro é o reduto eleitoral de Flávio e, às vésperas das eleições, o presidente Lula tem intensificado as agendas na unidade federativa, onde ainda perde para o senador nas pesquisas eleitorais.
Reservadamente, aliados do petista afirmam que a agenda institucional da Presidência não sofre interferência eleitoral. Ainda assim, reconhecem que a frequência de anúncios e entregas no estado pode fortalecer a imagem do presidente nas próximas pesquisas.
Por outro lado, integrantes do PL fluminens avaliam que não há chances de Lula ganhar no estado e que a frequência de viagens do petista a capital não preocupa a campanha de Flávio.
Segundo fontes ouvidas, os objetivos do PT no Rio passam por melhorar o desempenho de Lula, impulsionar a candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo fluminense, eleger Benedita da Silva (PT) ao Senado e ampliar a bancada do partido na Câmara dos Deputados.
A expectativa de dirigentes petistas é elevar de seis para nove o número de deputados federais eleitos pelo partido no Rio, um crescimento de 50% em relação à bancada atual.
Na mais recente pesquisa Genial/Quaest, Eduardo Paes aparece com ampla vantagem nos cenários de primeiro e segundo turno para o governo do Rio de Janeiro.
Em um eventual segundo turno, Paes tem 49% das intenções de voto, contra 16% do pré-candidato ao governo pelo PL, Douglas Ruas. Indecisos somam 16% entre os ouvidos pela pesquisa, enquanto brancos e nulos somam 19%.
Sobre essa folga do candidato de Lula nas pesquisas, fontes do PL esperam que o cenário de 2018 se repita em 2026, quando Paes perdeu para Wilson Witzel (PSC) no segundo turno.
Por outro lado, o presidente Lula ainda aparece atrás de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Segundo o levantamento da Genial/Quaest, o senador tem 45% das intenções de voto, contra 32% do presidente no estado.
A campanha de Lula pretende reverter esse cenário, aumentando o desgaste de Flávio, Castro e do bolsonarismo, ao mesmo tempo que amplia o palanque do presidente no Rio.





















