O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com dados de 2024, mostra 266 mortes violentas intencionais no DF, uma média de 8,9 por 100 mil habitantes. O dado de 266 mortes é a soma de casos de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora.

Já o Atlas da Violência aponta que houve 347 homicídios em 2023 no DF, ou 11 homicídios a cada 100 mil habitantes. A publicação é produzida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Em entrevista ao Estadão, o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) disse que vai enviar à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil um relatório com esclarecimentos sobre os dados.

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Ele disse que faria “uma resposta bem educada” e que “os números são muito bons”.

Disse, ainda, que fez questão de incluir no texto que é de centro e “não concorda com a posição do governo central”, possivelmente em referência à briga de Lula e Trump.

Trump declarou emergência

Manifestantes na rua com bandeira FREE DC

Crédito,Jim Lo Scalzo/EPA

Ao declarar estado de emergência de segurança pública na capital do país, Trump colocou a polícia de Washington sob controle federal — passando a ser comandada pela procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi — e policiais e agentes do FBI foram enviados às ruas. A Guarda Nacional também foi convocada, com mobilização de 800 agentes.

Chamando a ação de “dia da libertação” da capital, Trump afirmou, em entrevista coletiva, que é hora de “ações drásticas”, para expulsar moradores de rua e prender “jovens criminosos”.

Em uma série de postagens na rede Truth Social, o presidente americano afirmou que planeja tornar a cidade “mais segura e mais bonita do que nunca”.

Ele disse que Washington DC foi “tomada por gangues violentas e criminosos sanguinários”, bem como por “maníacos drogados e moradores de rua”.

Em reação às medidas, um protesto se formou em frente à Casa Branca, atraindo dezenas de pessoas que gritam coisas como “tirem as mãos de Washington DC” e “protejam o governo autônomo”, segurando cartazes com os dizeres “Libertem Washington DC”.