Crescimento e inflação

Brasil reduz projeções de crescimento e inflação para 2025 em meio à desaceleração econômica.

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JK
O Ministério da Fazenda do Brasil reduziu nesta quinta-feira sua previsão de crescimento econômico para 2025 de 2,3% para 2,2%, citando resultados do terceiro trimestre mais fracos do que o esperado, o que também impactou negativamente as perspectivas para os últimos três meses do ano.
A maior economia da América Latina vem desacelerando após um ciclo agressivo de aperto monetário realizado pelo banco central, numa tentativa de trazer a inflação de volta à sua meta de 3%, com uma margem de erro de 1,5 ponto percentual.
Em julho, os responsáveis ​​pela formulação de políticas do banco interromperam um ciclo de aumento das taxas de juros que havia elevado os custos de empréstimo em um total de 450 pontos-base desde setembro de 2024, levando a taxa de juros de referência Selic a 15%, o nível mais alto em quase duas décadas.
“Essa desaceleração já era esperada, refletindo os efeitos defasados ​​e cumulativos da política monetária restritiva atualmente em vigor”, afirmou a secretaria de política econômica do ministério em um relatório.
O ministério reduziu sua projeção de inflação para 2025 de 4,8% para 4,6%, percentual ainda acima da meta oficial, citando um real mais forte, menor inflação no atacado nos setores agrícola e industrial e excesso de oferta global de bens em meio a disputas comerciais.
Nos 12 meses encerrados em outubro, o índice IPCA, principal referência do Brasil , subiu 4,68%, segundo o IBGE, órgão estatístico do governo.
“Estamos encerrando 2025 com resultados muito semelhantes aos que esperávamos no início do ano”, disse o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, em coletiva de imprensa.
O governo manteve inalterada sua previsão de crescimento do PIB para o próximo ano em 2,4%, afirmando que a expansão nos setores industrial e de serviços deverá mais do que compensar a desaceleração da atividade agrícola. Reduziu, porém, sua estimativa de inflação para 2026 de 3,6% para 3,5%.
Mello afirmou que espera que o banco central inicie um ciclo de flexibilização monetária no próximo ano, o que deverá ajudar a impulsionar o crescimento econômico.
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