BANCO CENTRAL

O Banco Central do Brasil encerrou o Banco Plen em liquidação extrajudicial após falência do Banco Master.

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Por Flávio Meireles
O Banco Central do Brasil ordenou nesta quarta-feira a liquidação extrajudicial do pequeno banco Banco Pleno, segundo comunicado, após a deterioração de sua situação financeira e o descumprimento de normas regulatórias.
A liquidação extrajudicial no Brasil é um processo no qual o Banco Central encerra as atividades de uma instituição financeira que não é mais viável, sem recorrer aos tribunais.
O Banco Pleno era controlado por Augusto Lima, ex-sócio do problemático Banco Master, que também foi liquidado pelo órgão regulador em novembro.
O banco central aprovou a aquisição do Banco Pleno, antigo Banco Voiter, por Lima no ano passado, depois que o banqueiro vendeu sua participação no Banco Master.
Lima foi preso em novembro, no mesmo dia em que o Banco Central fechou o Banco Master, enquanto a Polícia Federal iniciava uma investigação sobre a suposta venda fraudulenta de carteiras de empréstimos pelo banco. Lima foi posteriormente libertado e a investigação continua em andamento.
O banco central afirmou na quarta-feira que a medida foi motivada “pela situação econômica e financeira comprometida do banco”. O órgão regulador também citou a deterioração da liquidez do banco, além de violações das regras que regem suas atividades e o descumprimento de normas.
De acordo com o órgão regulador, o Banco Pleno representa 0,04% do total de ativos e 0,05% do total de financiamentos do sistema financeiro brasileiro.
O Banco Pleno possui cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis para pagamentos de garantia, totalizando 4,9 bilhões de reais (US$ 938,19 milhões), informou o fundo privado de garantia FGC em um comunicado separado.
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