Por Jaime Sonza
Nos bastidores da política mato-grossense, a disputa pelo governo do Estado em 2026 já começou — e um dos nomes que mais mobilizam apoios, alianças e também ataques é o do senador Wellington Fagundes (PL). Com uma longa trajetória na vida pública e forte presença municipalista, o senador desponta como um dos principais nomes do campo da direita para disputar o Palácio Paiaguás.
Fagundes acumula uma carreira política consolidada. Foi deputado federal por vários mandatos, representando Mato Grosso na Câmara por mais de duas décadas, e atualmente exerce seu segundo mandato como senador da República. Ao longo desse percurso, construiu uma rede de interlocução em praticamente todos os municípios do Estado, fruto de uma atuação marcada pelo municipalismo e pela defesa de obras de infraestrutura, logística e saúde.

A força de sua eventual candidatura também se ancora no apoio irrestrito do ex-presidente Jair Bolsonaro, principal liderança da direita brasileira e figura que mantém grande influência eleitoral em Mato Grosso. O estado foi um dos mais bolsonaristas do país nas últimas eleições, e o apoio do ex-presidente se tornou um ativo político central para qualquer candidatura alinhada ao campo conservador.
Nos últimos meses, entretanto, adversários políticos passaram a difundir rumores e versões tentando colocar em dúvida esse apoio. Nos bastidores e em redes sociais, surgem narrativas sugerindo supostos distanciamentos ou incertezas sobre o posicionamento de Bolsonaro em relação à disputa estadual.
Aliados de Wellington classificam essas movimentações como “factoides plantados” por grupos que enxergam na candidatura do senador um obstáculo difícil de enfrentar nas urnas. Na avaliação de interlocutores próximos ao parlamentar, quando adversários recorrem a boatos ou insinuações, o sinal costuma ser claro: a candidatura incomoda e revela competitividade real.
Não é a primeira vez que o senador enfrenta disputas políticas intensas. Em décadas de vida pública, Fagundes consolidou uma imagem de articulador municipalista, com trânsito entre prefeitos, vereadores e lideranças regionais. Essa base territorial é frequentemente citada por analistas políticos como um dos pilares de sua força eleitoral.

Além disso, Mato Grosso vive um momento em que temas como infraestrutura, logística de escoamento da produção agrícola, integração ferroviária e investimentos em saúde regionalizada dominam o debate público. São áreas nas quais o senador costuma destacar sua atuação no Congresso, especialmente na defesa de projetos estruturantes para o estado.
Para aliados, a antecipação da disputa e a tentativa de desgastar a relação com Bolsonaro demonstram que o tabuleiro eleitoral já está em movimento. Para adversários, o cenário ainda está aberto e novas alianças podem surgir até 2026.

O fato é que, faltando ainda tempo considerável para a eleição, Wellington Fagundes já se tornou um dos eixos centrais do debate político em Mato Grosso. E quando uma candidatura passa a ser alvo constante de rumores e especulações, na política isso costuma indicar apenas uma coisa: ela já entrou de vez no radar dos que pretendem disputar o poder.





























