De acordo com a Agência de Serviços de Imigração, após um pico de 298 mil pessoas nessa situação em 1993, nos últimos anos o valor ficou na faixa aproximada de 70 mil pessoas.

Em janeiro de 2022, havia 66.759 estrangeiros em situação irregular; em janeiro de 2023, 70.491; em janeiro de 2024, 79.113; e janeiro de 2025, 74.869.

O Brasil não aparece no ranking dos dez países com mais estrangeiros em situação irregular, que é encabeçado por Vietnã (13.070), seguido por Tailândia (10.924), Coreia do Sul (10.286), China (6.252) e Filipinas (4.575).

Mas, mesmo para os imigrantes regulares, a perspectiva é de maior rigidez.

O governo japonês tem considerado mudanças nos requisitos para conceder a residência permanente, que não traz restrições ao trabalho, e para obter a cidadania japonesa.

Para obter o visto permanente, já existem requisitos como bom comportamento e a posse de ativos ou habilidades suficientes para manter uma vida independente.

Agora, o governo pretende aumentar a renda exigida e cobrar a proficiência em japonês.

Além disso, há planos para aumentar o período de residência exigido para solicitar a cidadania japonesa para dez anos ou mais — hoje, o requisito é de cinco anos ou mais de moradia no Japão.

Dos 930 mil estrangeiros com status de residência permanente, 117 mil são brasileiros — ou seja, 55% da comunidade brasileira que vive no país.

O restante dos brasileiros têm visto de longa duração (70.140), visto de cônjuge de japonês (14.714) ou de alguém com visto permanente (5.694), ou status de estudante (1.019), entre outros.

Apesar do endurecimento de políticas migratórias protagonizado por seu governo, a ministra Kimi Onoda, responsável pelas políticas de convivência com estrangeiros, defende que é possível aumentar o rigor sem estimular estigmas negativos contra imigrantes.

“Vamos garantir que os estrangeiros que cometem atos ilegais não permaneçam no Japão”, afirmou a ministra, filha de mãe japonesa e pai americano.

Ao mesmo tempo, advertiu que as generalizações prejudicam a integração dos imigrantes.

“Não podemos criar uma situação em que estrangeiros que cumprem a lei tenham mais dificuldades para viver no Japão”, defendeu a ministra.