Na avaliação do ex-diretor da USCIS, a inclusão do Brasil na lista não se sustenta em dados objetivos.

“O Brasil não é um país cujos imigrantes sejam considerados um risco à segurança nacional. No caso de visitantes temporários, a taxa de brasileiros que permanecem além do prazo ou violam de alguma forma as condições de entrada é muito baixa, em comparação com outros países”, afirma.

“Em relação ao uso de benefícios públicos por imigrantes, os dados variam. Ainda assim, recentemente a Casa Branca divulgou uma lista de uso de assistência social por nacionalidade, e o Brasil ficou fora dos 60 países cujos cidadãos mais utilizam esse tipo de benefício nos EUA.”

Valverde não vê a medida como uma mudança estrutural definitiva. “É provável que esse tipo de política continue ao longo do restante do mandato do presidente. Mas, na ausência de leis aprovadas pelo Congresso que consolidem essas mudanças, as ações são, em sua maioria, ordens executivas, o que significa que podem ser alteradas ou revertidas pelo próximo governo”, afirma.

“Pesquisas mostram que, embora os americanos não apoiem uma imigração sem restrições, a maioria também não endossa políticas extremamente rígidas. Diante disso, é provável que o próximo presidente adote uma postura mais moderada e busque levar a política migratória americana de volta a um ponto de equilíbrio.”