Por Rodrigo Rodrigues
A líder da bancada de Mato Grosso na Câmara Federal, Coronel Fernanda, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Kapital, onde abordou temas como infraestrutura, descentralização de licenças ambientais, segurança pública, e a atuação da bancada em Brasília. Confira os principais trechos da entrevista.
Pavimentação de BRs é prioridade urgente
Jornal Kapital – Quais são as principais prioridades da bancada de Mato Grosso, atualmente, em relação a emendas e obras no estado?
Coronel Fernanda – Mato Grosso precisa resolver, urgentemente, a questão das BRs que ainda não foram pavimentadas. Estamos falando da BR-242, BR-158, BR-080 e da pavimentação da BR-174. Também temos a necessidade da duplicação do restante da BR-163. São rodovias fundamentais para o estado, e sua pavimentação vai trazer mais qualidade de vida para a população mato-grossense.
Descentralização das licenças ambientais
Jornal Kapital – Quando o projeto de descentralização das licenças ambientais chegar à Câmara, já existe uma posição unificada da bancada?
Coronel Fernanda – A bancada de Mato Grosso trabalha de forma muito unida em tudo que é a favor do estado e do país. Tenho certeza de que, quando o projeto chegar à Câmara Federal, vamos fazer o possível – e até o impossível – para que ele seja aprovado.
Jornal Kapital – A senhora é favorável à descentralização das licenças ambientais?
Coronel Fernanda – Com certeza. A burocracia tem prejudicado muito o povo brasileiro, especialmente o mato-grossense. Descentralizar essas licenças vai facilitar o trabalho e melhorar a qualidade dos serviços públicos. Como diz o ditado: todo mundo mora no município, ninguém mora na federação. É nos municípios que o cidadão vive e é onde precisamos agir.
Autonomia financeira dos municípios
Jornal Kapital – Durante o Encontro Nacional de Prefeitos, houve outras pautas discutidas, especialmente relacionadas à descentralização e à autonomia municipal?
Coronel Fernanda – Sim. A maior reivindicação dos prefeitos é o aumento do valor repassado aos municípios. O cidadão paga imposto na cidade, mas o retorno é mínimo. A maior parte dos recursos fica com a União, depois com os estados, e só então chega aos municípios. Isso prejudica o crescimento das cidades, que acabam ficando de “pires na mão”. Precisamos repensar esse modelo e garantir autonomia financeira real para os municípios.
Segurança pública e efetivo defasado
Jornal Kapital – A segurança pública nos pequenos municípios tem se tornado uma preocupação crescente. A senhora tem acompanhado esse cenário?
Coronel Fernanda – Sim, temos acompanhado com atenção. Mas é importante lembrar que a criação de guardas municipais depende de cada prefeitura, pois isso representa novas despesas. A segurança pública é, constitucionalmente, uma responsabilidade do Estado e da União. O que falta, hoje, são melhores condições para as polícias: efetivo adequado, estrutura de trabalho. Mato Grosso, por exemplo, saiu de 900 mil habitantes para 3,7 milhões em três décadas, mas o efetivo das forças de segurança permanece praticamente o mesmo desde 1996.
CPI do INSS e fraudes nos consignados
Jornal Kapital – Sobre a CPI do INSS, existe a possibilidade de incluir também a investigação de fraudes envolvendo empréstimos consignados?
Coronel Fernanda – Sim, essa questão já está incluída no texto da CPI. Os descontos associativos envolvem cerca de R$ 6,8 bilhões, enquanto os empréstimos consignados ultrapassam R$ 90 bilhões. É algo tão escandaloso quanto as fraudes no INSS e precisa ser investigado com o mesmo rigor.
Agradecimento final
Jornal Kapital – Agradecemos pela entrevista, coronel.
Coronel Fernanda – Eu que agradeço pela oportunidade de falar com os mato-grossenses e com todo o Brasil.




























