Capitão do mato

Tarcísio diz não achar absurdo haver prisão perpétua no Brasil ( mas não cita empresários e políticos envolvidos em fraudes, desvio de dinheiro público, como no recente caso do Master e da máfia do INSS)

publicidade

Por Karen Loren

O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou ser simpático à prisão perpétua no Brasil diante do elevado número de sucessivos crimes que são praticados por um único criminoso.

As declarações foram feitas nesta quinta-feira (27) no Annual Meeting realizado pela XP Asset Management.

“Já chegamos a prender ladrão do celular aqui 33 vezes e esse cara é liberado em audiência de custódia”, afirmou, acrescentando que o cidadão quer ver o recurso de bens apreendidos voltando para o Estado e sendo utilizado no combate ao crime organizado.

“E aí a mudança de legislação é bem-vinda e necessária, algumas mudanças que sejam até radicais. Eu não acho, por exemplo, nenhum absurdo você ter a prisão perpétua no Brasil”, disse.

Tarcísio citou como exemplo a eventualmente ser seguido a política de segurança pública do presidente Nayib Bukele, de El Salvador, de tolerância zero ao crime organizado e uso da força bruta para seu combate.

“Veja o que foi feito em El Salvador, o que era e o que é”, disse. O presidente de El Salvador é frequentemente criticado por adotar políticas autoritárias para ampliar seu poder, com violações de direitos humanos nas prisões.

Leia Também:  Estamos caminhando para uma tecnocracia ou um tecnofeudalismo?

O que o governador não falou é que  há centenas de milhares de políticos e empresários, que também estão ou, ja se envolveram em diversos crimes, reiteradas vezes. Obviamente que não precisa ser muito inteligente, nem de estudos aprofundados,  que o crime “de colarinho branco”, causa milhões de vezes mais dano a sociedade que o roubo de “33 aparelhos de celulares”, ,O fato é: a prisão perpétua serviria para esses também, ou Tarcisio, de forma imoral, sem a menor decência, engrossa o discurso covarde, hediondo que a lei é somente para pretos e pobres?

Funcionário público concursado do senado, o governador de São Paulo, que passou pelo DNIT no governo Dilma, foi exonerado por suspeita de corrupção, envolvendo a construtora Cavalca, parece estar em profundo estagio alucinógeno, que o leva a pensar que faz “parte” de um elite dominante e abastada, quando na verdade vem uma família classe média baixa e é  funcionário público. O governador nunca foi um empreendedor e muito menos atuou na iniciativa privada, nas fala como se fosse. Deixamos esta pergunta ao “novo membro” e representes do milionários.

Leia Também:  Hugo defende punição "pedagógica" por ocupação de plenário da Câmara

 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade