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Sem acesso ao governo Trump, Brasil aposta em mídia americana

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Por Bia Azevedo

Diante da falta de diálogo direto com o presidente Donald Trump, autoridades brasileiras têm buscado a imprensa americana como alternativa para comunicar suas posições e rebater declarações feitas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.

A estratégia surge após Trump demonstrar interesse em dialogar apenas mediante discussões sobre processos judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condição rejeitada pelo Brasil. Como resultado, representantes brasileiros têm concedido entrevistas a veículos como The Washington Post.

Além das entrevistas diretas, diplomatas e representantes do governo brasileiro têm mantido contato com pesquisadores e organizações que discutem questões diplomáticas e comerciais nos Estados Unidos. O objetivo é explicar a situação do Brasil e, por meio desses canais, tentar estabelecer alguma forma de comunicação com a Casa Branca.

No entanto, esse trabalho de bastidores tem se mostrado lento e sem efeitos imediatos. Mesmo quando faz declarações enfáticas sobre soberania, o Brasil mantém postura de abertura ao diálogo para tratar de questões comerciais, mas sem avanços concretos nas negociações.

Com o retorno das atividades parlamentares nos Estados Unidos em setembro, o governo brasileiro planeja ampliar sua atuação, buscando apoio entre congressistas americanos. A estratégia visa criar canais alternativos de comunicação e contrabalançar as informações apresentadas por Eduardo Bolsonaro às autoridades americanas.

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