Ataques a barcos e bloqueio

A operação militar dos EUA no Caribe começou em agosto deste ano com o envio de forças aéreas e navais, incluindo um submarino nuclear e aeronaves de reconhecimento, segundo autoridades americanas.

Em setembro, os militares norte-americanos deram início a ataques aéreos a barcos que navegavam na costa do país sul-americano sob o pretexto de combater o tráfico de drogas.

Estima-se que pelo menos 80 pessoas já tenham sido mortas nestes ataques.

O governo norte-americano alega que o governo da Venezuela é responsável pelo envio de drogas para o território americano, acusação rebatida por Nicolás Maduro.

Agora, a operação reúne porta-aviões, navios do tipo destroyer, e navios de assalto anfíbios capazes de desembarcar milhares de soldados.

Imagens de satélite identificaram pelo menos seis embarcações militares na região no início de dezembro.

O porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior da Marinha americana, estava a cerca de 120km ao sul da República Dominicana no final de novembro, a aproximadamente 700 quilômetros da costa venezuelana.

Em meados de novembro, o navio foi avistado mais a leste, a cerca de 201km ao sul de Porto Rico, território dos EUA no Caribe, e depois navegou para o sul rumo à República Dominicana.

Com mais de 330 metros de comprimento, o USS Gerald R. Ford opera em um grupo de ataque acompanhado de navios de apoio.

A tensão entre os dois países fez com que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, pedisse, nesta quarta-feira, uma “desescalada imediata” da crise após uma conversa por telefone com Nicolás Maduro.

Em um comunicado divulgado sobre a conversa, a ONU disse que Guterres pediu “contenção” para “preservar a estabilidade regional”.