Por Flávio Meireles
O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, gostaria que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeasse seu secretário executivo, Darío Durigan, para sucedê-lo quando ele deixar o cargo nas próximas semanas, disseram duas fontes.
Para o segundo cargo mais importante, que Durigan deixaria vago, Haddad está considerando nomear o atual secretário do Tesouro, Rogerio Ceron, acrescentaram as fontes, numa configuração que sinalizaria a continuidade da atual gestão do ministério.
Segundo as fontes, que falaram sob condição de anonimato porque os planos são privados e ainda precisam da aprovação de Lula, Haddad também está discutindo quem lideraria o Ministério da Fazenda caso esse cenário se confirme.
O Ministério das Finanças recusou-se a comentar.
Haddad afirmou na semana passada que pretende deixar o cargo antes do final de janeiro, embora nenhuma data de saída tenha sido anunciada.
Um fator que poderia atrasar sua saída é uma possível viagem à Índia com Lula, de 19 a 21 de fevereiro, mas o ministério ainda não recebeu um pedido do palácio presidencial para que Haddad se junte à delegação, de acordo com uma terceira fonte.
Durigan, responsável pela coordenação do trabalho nas diferentes áreas do ministério, desempenhou um papel fundamental nas negociações com o Congresso sobre medidas econômicas e também fortaleceu seu relacionamento com Lula.
Haddad afirmou que, após deixar o ministério, espera ajudar na campanha de reeleição de Lula este ano, embora aliados do presidente no Partido dos Trabalhadores (PT) também o apontem como um potencial candidato ao Senado ou ao governo do estado de São Paulo.
Ele afirmou esta semana que começou a discutir com Lula qual será o seu papel nas eleições gerais deste ano, mas os dois ainda não chegaram a um acordo.
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