Sobre a Venezuela, a nota afirma que “o presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”.

Nos bastidores, diplomatas com os quais a reportagem conversou reservadamente sobre o assunto, afirmavam que a ação militar na Venezuela acendeu um sinal de alerta junto ao governo brasileiro pelo temor de que intervenções deste tipo pudessem desestabilizar a região.

Sobre o Conselho de Paz, a nota diz que o presidente Lula sugeriu a Trump que o organismo se restringisse à reconstrução e pacificação na Faixa de Gaza, como previsto na resolução do Conselho de Segurança da ONU endossada em novembro do ano passado e que previa a criação do Conselho de Paz de Trump.

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Nos últimos dias, porém, documentos como a carta de fundação do organismo e discursos feitos por Trump levantaram suspeitas e críticas de analistas de que o Conselho de Paz poderia, na verdade, substituir a ONU como organismo de resolução de conflitos em escala global.

“Ao comentar o convite formulado ao Brasil para que participe do Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente da Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”, diz um trecho da nota.

Na semana passada, Lula já havia deixado claro que via a proposta com reservas.

“O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU em que ele, sozinho, é o dono da ONU”, disse durante um discurso realizado na Bahia.