É falso que a Interpol tenha recusado a inclusão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na lista de procurados pela polícia internacional.
Uma publicação, no Facebook alega que a Interpol rejeitou o pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para incluir Zambelli na difusão vermelha da organização, o que faz com que polícias de todo o mundo sejam alertadas sobre uma ordem de prisão pendente contra uma pessoa que está fora de seu país de origem.
No entanto, um trecho, da decisão, opens new tab de Moraes que determinou a prisão definitiva, de Zambelli, decretada no sábado passado, mostra que a deputada foi inserida na difusão vermelha. A medida também foi noticiada por veículos da imprensa como Folha de S.Paulo, opens new tab, BBC Brasil, opens new tab, Metrópoles, opens new tab, g1 e UOL.
Além disso, a Interpol não decide incluir nomes na difusão vermelha. Em seu site, opens new tab, a organização diz que publica avisos sobre foragidos a pedido de seus países-membros.
Na tarde desta segunda-feira, o nome da deputada não aparecia na busca da difusão vermelha, opens new tab no site da Interpol. Procurada, a Polícia Federal (PF) informou,que há uma lista pública, disponível no site da polícia internacional, e uma lista de acesso restrito a autoridades policiais.
CONDENAÇÃO
Em 17 de maio, a Primeira Turma do STF condenou, Zambelli a 10 anos de prisão por invasão do sistema e adulteração de documentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A deputada alegou estar sendo vítima de uma perseguição judicial.
A prisão não havia sido ordenada de imediato porque ainda havia recursos, pendentes de julgamento. No dia 3, a deputada anunciou que havia deixado o Brasil. Com isso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão preventiva da parlamentar, que foi aceita, por Moraes. Com o esgotamento dos recursos, o STF ordenou a prisão definitiva.
VEREDICTO
Falso. O nome de Carla Zambelli foi incluído na difusão vermelha da Interpol, mostra decisão do STF.
Este artigo foi produzido pela equipe da Reuters Fact Check. Envie sugestões de checagem via WhatsApp pelo número (11) 91599-9278. Leia mais sobre nosso trabalho de checagens de
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