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O Brasil garantiu na quarta-feira a capacidade de gerar até 19 gigawatts de eletricidade a partir de usinas termelétricas e hidrelétricas para a próxima década ou mais, representando o maior acordo de energia desse tipo já firmado no país sul-americano.
O governo realizou o leilão para garantir capacidade de geração de energia de reserva a partir deste ano, para períodos de alta demanda ou escassez de oferta. Foram concedidos contratos para energia proveniente de usinas existentes, bem como de projetos ainda em desenvolvimento.
“Hoje é um dia histórico para o setor elétrico brasileiro e para os próximos 10 anos de segurança energética no Brasil”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em comunicado.
Os projetos vencedores incluem usinas desenvolvidas por empresas como a Petrobras, Eneva , Axia Energia A Copel e a empresa devem exigir que elas invistam cerca de 64,5 bilhões de reais (US$ 12,35 bilhões), de acordo com os resultados do leilão.
Com o aumento da presença e da importância da energia solar e eólica na matriz energética brasileira, o país sul-americano passou a necessitar de outras usinas capazes de entrar em operação rapidamente sempre que a produção de energia solar e eólica diminuir.
Os vencedores do leilão, que fornecerão capacidade de geração de energia de reserva para o Brasil, foram os projetos que propuseram o maior desconto no pagamento que receberão do governo. Esse desembolso será feito com recursos provenientes das contas de energia dos consumidores, afirmou o governo, rejeitando as preocupações de grupos de consumidores de que isso poderia levar a preços mais altos.
Projetos térmicos – incluindo projetos a gás ou carvão – das empresas brasileiras Ambar Energia, Eneva e Petrobras, bem como de uma unidade da turca Karpowership, foram adjudicados no leilão, assim como projetos hidrelétricos das empresas locais Axia Energia e Copel, e de unidades da francesa Engie e da chinesa SPIC.
Ações da Eneva (ENEV3.SA), ações da Copel subiram 15% na quarta-feira, enquanto as da empresa avançaram 5,6%, registrando as duas maiores altas no índice Bovespa (.BVSP) do Brasil., abre uma nova abaíndice, que caiu 0,4%.
A inclusão do carvão no leilão surpreendeu os ambientalistas, que criticaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por não ter cumprido seus próprios apelos para que os países abandonassem os combustíveis fósseis quando liderou a cúpula global do clima no ano passado.
O maior contrato de energia elétrica do Brasil antes do acordo de quarta-feira ocorreu em 2009, quando o país concedeu o contrato para a usina hidrelétrica de Belo Monte, um projeto de 11 gigawatts.
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