Tarifaço

Brasil aposta fichas em encontro Lula-Trump em meio à tensão das tarifas

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Por David Allen

Preocupado com a incerteza do cenário comercial após a derrubada do tarifaço de Donald Trump pela Suprema Corte americana, o Brasil vai apostar grande parte de suas fichas no encontro que ocorrerá entre o presidente dos Estados Unidos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois devem se reunir em março na Casa Branca, pondo fim a uma longa espera do governo brasileiro.

Fontes do governo defendem que Lula pise em ovos e evite qualquer tipo de atrito com Trump até que se concretize a reunião. O tom a ser mantido daqui para a frente deve ser semelhante ao adotado por Lula durante a coletiva que concedeu na Índia, onde defendeu o diálogo direto com o presidente dos Estados Unidos.

 sucesso de uma nova leva de conversas a respeito do tarifaço é tida como altamente estratégica inclusive para o projeto de reeleição de Lula, dada a relevância que o tema da soberania nacional tomou no embate com o bolsonarismo.

Diversos setores da economia brasileira se beneficiaram de imediato da derrubada do tarifaço, pelo fato de a nova tarifa global de 15% anunciada por Trump representar um alívio para determinadas indústrias, com paridade em relação a concorrentes. Mas auxiliares de Lula alertam para o risco de novas taxas serem anunciadas nas próximas semanas.

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Há atenção especial para setores em que as exportações interessam mais ao Brasil que aos Estados Unidos. Um exemplo mencionado por fontes do governo é o setor de máquinas e equipamentos.

Como foi revelado no ano passado, Lula deseja um encontro com Trump na Casa Branca desde que foram dados os primeiros passos do diálogo com o presidente dos Estados Unidos. O brasileiro sempre enxergou uma reunião na sede oficial do governo dos Estados Unidos como um sinal de prestígio do Brasil na relação bilateral.

Quando Brasil e Estados Unidos começaram a negociar as tarifas, esvaziando a ofensiva bolsonarista em solo americano, Lula e Trump tiveram um primeiro encontro durante uma viagem oficial à Malásia, em outubro. Lula preferia ir aos Estados Unidos e se encontrar com Trump na Casa Branca, mas se satisfez com a abertura do diálogo em um território tido como neutro.

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