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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) negou, nesta terça-feira (23), que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ocupe o posto de líder da minoria na Casa. O cargo estava sob o comando da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), que anunciou que deixaria a liderança para indicar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Com o veto de Motta a Eduardo, de Toni poderá retornar ao cargo. A oposição também pode, se assim desejar, indicar outro nome para o posto.
Apesar do pedido de renúncia, o nome de Caroline segue aparecendo como líder da minoria no site oficial da Câmara dos Deputados.
A mudança no comando da liderança era considerada uma tentativa dos integrantes da oposição para tentar salvar o mandato de Eduardo. Como líder, o parlamentar não precisaria justificar suas ausências.
Eduardo está nos Estados Unidos desde o início do ano. O deputado chegou a solicitar um afastamento de 120 dias por “interesses pessoais” e outros dois dias para “tratamento de saúde”.
A licença, porém, acabou e desde o dia 20 de julho, Eduardo acumula faltas por não comparecer nem justificar sua ausência na Câmara dos Deputados. Para não perder o mandato, o parlamentar não pode faltar a mais de um terço das sessões do plenário da Casa.
O deputado já chegou a formalizar um pedido de autorização para exercer o mandato de deputado remotamente, porém, ainda não obteve resposta de Hugo.
























