Politicos de Mato Grosso com ligações a facções criminosas

Senador Alessandro Viera faz requerimento para que o ex-senador e ex-governador,Pedro Taques, deponha na CPI do crime organizado. Fato que pode afetar as eleições em MT

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Por Jaime Sonza

veja na integra requerimento da CPI do crime organizado para Taques, que irá, segundo fontes ligadas a ele, detalhar o maior esquema de corrupção em Mato Grosso e ligação de autoridades com facções criminosas e banco master.

REQUERIMENTO Nº DE – CPICRIME

Senhor Presidente,

Requeiro, nos termos do art. 58, § 3°, da Constituição Federal, da Lei nº

1579 de 1952 e do art. 148 do Regimento Interno do Senado Federal, a convocação

do Senhor José Pedro Gonçalves Taques, advogado, ex-Senador e ex-Governador

de Mato Grosso, para prestar depoimento perante esta Comissão Parlamentar de

Inquérito.

JUSTIFICAÇÃO

A presente convocação fundamenta-se na necessidade imperiosa de

esclarecer a extensão das atividades ilícitas atribuídas ao grupo controlador do

Banco Master, recentemente alvo de severas medidas judiciais no âmbito da

Operação Compliance Zero.

O Senhor Pedro Taques, detentor de extensa trajetória na vida pública

— tendo exercido com destaque os mandatos de Senador da República e de

Governador de Estado, além de sua pretérita e reconhecida atuação no Ministério

Público —, detém uma visão privilegiada e técnica sobre os mecanismos de

funcionamento do Estado e as formas de interação entre o sistema financeiro e a

administração pública.

Sua colaboração com esta CPI trará ao Colegiado um depoimento

de altíssimo valor probatório, especialmente no que concerne ao complexo

ecossistema de empréstimos consignados voltados a servidores públicos.Soma-se a isso o fato de que o Senhor Pedro Taques passou a

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representar entidades sindicais de servidores públicos estaduais em denúncias

relacionadas a irregularidades no sistema de crédito consignado operado no

Estado de Mato Grosso. Conforme amplamente noticiado pela imprensa mato-

grossense ao longo de 2025, Taques afirmou haver fortes indícios de fraudes

em contratos firmados com a empresa Capital Consig, que teriam causado

prejuízos financeiros estimados a cerca de 14 mil servidores públicos estaduais.

As denúncias apresentadas indicam ainda que tais operações teriam contado

com a intermediação financeira e operacional do conglomerado Banco Master

e de empresas e agentes a ele associados, que teriam atuado na estruturação,

viabilização e circulação dessas operações de crédito consignado. Na condição de

advogado dos sindicatos, protocolou representações e denúncias perante diversos

órgãos de controle, incluindo o Ministério Público Federal, o Ministério Público do

Estado de Mato Grosso, o Tribunal de Contas do Estado e o Banco Central do Brasil.

É essencial que esta Comissão compreenda, sob a ótica de quem geriu

a máquina pública e legislou em matérias sensíveis, como a referida instituição

financeira logrou êxito em operar vultosas carteiras de crédito consignado, muitas

vezes em cenários de fragilidade regulatória ou mediante estratégias de captação

agressiva que agora são apontadas como fraudulentas pela Polícia Federal.

O depoimento de Pedro Taques permitirá rastrear se a gestão de tais

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ativos serviu de anteparo para a ocultação de recursos ilícitos ou se houve o uso

de influência política para a manutenção de contratos em detrimento do interesse

público e da proteção da poupança popular.

Ademais, a oitiva se justifica pela urgência em confrontar a paralisia

investigativa imposta por decisões que suspenderam requerimentos desta CPI,

enquanto as autoridades policiais avançam na identificação de danos bilionários e

na existência de milícias privadas.

A experiência de Estado do convocado auxiliará ainda este Parlamento

a identificar falhas sistêmicas nos mecanismos de compliance e a propor medidaslegislativas que impeçam que instituições financeiras utilizem o crédito público

como ferramenta de estratificação patrimonial de organizações criminosas.

Diante da relevância institucional do depoimento e do compromisso

do convocado com a transparência pública, a aprovação deste requerimento é

medida que se impõe para a garantia do êxito dos trabalhos desta Comissão.

Sala da Comissão, 4 de março de 2026.

Senador Alessandro Vieira

(MSB – SE)

Nos bastidores do meio político do estado, o comentário geral é  que este depoimento terá grande efeito nas eleições de 2026. Uma coisa é certa, o esquema criminoso dos consignados, que lesou milhares de servidores, ganhará repercução nacional. Um senador experiente confidenciou ao JK que “provavelmente o atual governador, secretários e pessoas ligadas a ele, serão convocadas a depor também”.  Já se fala até em prisões.

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