Troca na PF

PF faz troca em diretoria-chave contra crime organizado e corrupção

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Por Rodrigo Rodrigues

A PF (Polícia Federal) realizou nesta terça-feira (1º) uma troca em uma de suas diretorias mais estratégicas: a Dicor (Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção), responsável pela repressão ao crime organizado, crimes fazendários e corrupção.

Sai o diretor Ricardo Saadi, que estava no cargo desde o início do terceiro mandato do presidente Lula. Ele foi indicado pelo diretor-geral, Andrei Rodrigues, e já chegou a chefiar a PF em ocasiões de férias do superior.

Saadi vai assumir agora o comando do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que é a Unidade de Inteligência Financeira do Brasil.

Sua função principal é prevenir e combater a lavagem de dinheiro, o financiamento do terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa. O Coaf recebe e analisa informações financeiras e as comunica às autoridades.

A experiência de Saadi na repressão a crimes financeiros pesou na escolha de seu nome. Ele já foi conselheiro do próprio Coaf, chefiou unidades especializadas da PF em São Paulo e em Brasília e atuou em cooperação internacional junto à Europol, nos Países Baixos.

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A avaliação no governo é que sua atuação será estratégica diante do uso crescente do sistema financeiro por organizações criminosas para movimentação de recursos ilícitos, como a lavagem de dinheiro.

A interlocutores, Saadi avaliou que ajudará mais no combate ao crime organizado nessa nova função. A data de sua posse, porém, ainda não foi definida.

Quem assume a Dicor foi o delegado Dennis Cali, cujo nome já estava escolhido desde o início do ano.

O delegado também é referência no combate às facções. Antes, atuou como o “02” da PF em São Paulo e já foi chefe da delegacia do Aeroporto de Guarulhos, onde bateu recordes de apreensão de drogas e prisões de traficantes.

O investigador já está em Brasília, participando de reuniões estratégicas para compor sua equipe.

É na Dicor, por exemplo, que corre a investigação sobre fraudes bilionárias no INSS, envolvendo descontos indevidos em contracheques de idosos. Inquéritos contra políticos com foro privilegiado também são de responsabilidade dessa diretoria, que agora passa por uma reformulação.

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