Mina de litium

Os depósitos de rejeitos da Sigma Lithium não representam um “risco iminente”, afirma o órgão regulador de mineração do Brasil.

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Por David Allen
Sigma Lithium’s (SGML.V),Os depósitos de rejeitos em uma mina brasileira não oferecem “risco iminente” e o órgão regulador de mineração do país não viu necessidade de fechá-los durante uma visita realizada no mês passado, informou a agência à Reuters em um comunicado na noite de segunda-feira.
A equipe técnica da ANM visitou a mina em 20 de janeiro, cerca de um mês e meio depois que os depósitos de minério foram fechados por inspetores do trabalho, que alertaram para um “risco grave e iminente” para os trabalhadores e a comunidade local.
O fechamento fez com que as ações da Sigma despencassem cerca de 30% depois que a Reuters noticiou a decisão dos inspetores em 15 de janeiro.
Embora a avaliação da ANM não anule a ordem do Ministério do Trabalho do Brasil, ela representa um impulso para a mineradora listada em Toronto, já que poderá ser apresentada como prova em um processo judicial movido contra o governo brasileiro no início de janeiro, no qual a Sigma busca reverter o fechamento de seus depósitos de rejeitos.
A empresa anunciou na segunda-feira que estava retomando as atividades de mineração em sua principal mina, Grota do Cirilo, no estado de Minas Gerais, e anteriormente havia afirmado que a paralisação das pilhas de rejeitos não comprometia seu cronograma de retomada da produção no local.
Em documentos apresentados ao Ministério do Trabalho, a empresa afirmou anteriormente que a perda de acesso às pilhas causaria “impactos operacionais e econômicos significativos, além de comprometer a continuidade da atividade de mineração”.
A Sigma recusou-se a comentar o assunto devido a “processos administrativos em curso… em diferentes jurisdições”.

A MAIOR MINA DE LÍTIO DO BRASIL

A operação da Sigma em Grota do Cirilo, seu único ativo produtivo, é a maior mina de lítio do Brasil, com capacidade anual de 270 mil toneladas métricas de concentrado de lítio. Estava inativa desde outubro.
Durante a visita, a equipe técnica da ANM fez uma avaliação visual das pilhas no local e analisou a documentação apresentada pela mineradora, informou a agência.
“Os técnicos da ANM não identificaram nenhuma anomalia geotécnica que indicasse um risco iminente de desestabilização global das estacas”, afirmou em comunicado.
Embora a agência tenha encontrado alguns problemas durante a visita, acrescentou que não via motivo para a “adoção de medidas de precaução, como o fechamento” dos aterros “neste momento”.
A ANM notificou a Sigma de que suas estacas não possuem um sistema de drenagem superficial de água, mas acrescentou que o problema não está “associado a risco iminente”, e sim a uma falha regulatória da empresa.
A agência também descartou o que os inspetores do trabalho descreveram como uma “ruptura parcial” em um dos montes de resíduos perto de uma escola. Segundo a ANM, o problema era um “processo de erosão localizada” em um monte que indicava “instabilidade local”, mas não representava risco imediato para a população local.
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