Sociopata

O Falso Profeta da Extrema Direita: Como Ainda Há Brasileiros que Idolatram Steve Bannon

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Por Flávio Meireles – em especial para JK

É difícil compreender como ainda há brasileiros que idolatram Steve Bannon, o ex-estrategista de Donald Trump, conhecido por seu discurso tóxico, por espalhar teorias conspiratórias dignas de um roteiro de ficção barata e por estar envolvido em escândalos que o desmoralizariam em qualquer país sério. Mas, no Brasil, a lógica parece seguir outro roteiro: o do surrealismo político.

Bannon, que chegou a ser preso por fraude e é investigado por envolvimento em tentativas de golpe institucional, se apresenta como uma espécie de guru do apocalipse. Vende-se como defensor da “liberdade” enquanto defende o fim da democracia representativa, flerta com regimes autoritários e promove o caos como método de dominação. No entanto, entre parte da direita radical brasileira, ele virou uma espécie de “oráculo da verdade” — ou melhor, um meme de si mesmo travestido de pensador político.

Um personagem saído de um pesadelo

 

Com sua aparência desgrenhada, discursos delirantes e uma retórica que mistura nacionalismo barato, cristianismo deturpado e puro negacionismo, Steve Bannon parece mais um personagem de desenho animado mal feito do que um pensador sério. Ele transforma a política em reality show, em que os fatos pouco importam e a emoção, sempre inflamada, substitui a razão.

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Ele promoveu o Brexit, apoiou partidos de extrema direita na Europa e agiu nos bastidores da tentativa de golpe nos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021. E, pasmem, ainda tem espaço para influenciar eleições no Brasil, com apoio de figuras políticas que deveriam estar mais preocupadas com escolas, hospitais e empregos do que com delírios importados.

Idolatria que beira a sociopatia

 

Mais do que um problema ideológico, a devoção de certos grupos brasileiros a Bannon revela um sintoma mais grave: a normalização do extremismo. Há quem compartilhe suas falas como se fossem sabedoria divina, mesmo quando elas incentivam o ódio, a desinformação e o ataque às instituições democráticas. Não é admiração, é cegueira ideológica que beira a sociopatia.

Esses admiradores ignoram as evidências, desconsideram os escândalos e, sobretudo, desprezam a realidade. Preferem acreditar em Bannon do que nas instituições do próprio país, confundindo liberdade com libertinagem política. É uma idolatria que não se sustenta em argumentos, mas em mitos — e perigosos.

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Um alerta que não pode ser ignorado

Ridicularizar Bannon é fácil, mas ignorar sua influência é um erro. Ele sabe usar as redes sociais como arma, manipula a informação como poucos e encontra terreno fértil onde há frustração, medo e ignorância. Sua estratégia é clara: dividir, polarizar, radicalizar. E infelizmente, ainda há quem compre esse produto — mesmo que seja puro veneno.

O Brasil precisa urgentemente voltar a olhar para o futuro com racionalidade, ciência, educação e democracia. Deixar de lado os falsos profetas do ódio. E lembrar que Steve Bannon é só isso: um personagem decadente, um oportunista do caos. Que ele sirva de alerta, não de inspiração.

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