Por Rodrigo Rodrigues
O Brasil chegou a um ponto de inflexão em sua trajetória histórica. É tempo de abandonar, de forma definitiva, a condição subalterna de colônia que lhe foi imposta há mais de cinco séculos. A maior nação da América do Sul, com dimensões continentais, uma das maiores biodiversidades do planeta, abundância de recursos naturais e uma sociedade diversa, precisa assumir o protagonismo que o século XXI exige.

A história tem sido implacável ao mostrar como o Brasil, mesmo sendo o celeiro do mundo, foi mantido em uma posição de dependência econômica, política e cultural. Uma realidade que agora precisa ser desafiada com coragem e reformas estruturantes.
É hora de o país erguer a cabeça, fortalecer sua democracia — ainda frágil e frequentemente ameaçada — e combater de forma incisiva os males que o impedem de prosperar. A corrupção sistêmica, os privilégios de castas político-econômicas e a desigualdade abissal são entraves que só poderão ser superados com uma ação profunda do Estado e da sociedade civil.

Cortar na própria carne é imperativo. Isso significa reformar o sistema tributário, taxando grandes fortunas e patrimônios inativos, ao invés de sufocar ainda mais a classe média e os mais pobres. É necessário também revisar os privilégios no setor público e privado, combatendo os desequilíbrios que perpetuam a desigualdade.
Na base de qualquer projeto de nação soberana está a educação de qualidade. O Brasil precisa romper com o ciclo da mediocridade educacional, investindo maciçamente na formação de professores, na valorização do ensino técnico e universitário, com foco especial em engenharias, tecnologia e inovação. Não há soberania sem conhecimento.

A política também precisa mudar. O povo brasileiro deve aprender, através de informação, consciência crítica e participação ativa, a escolher representantes comprometidos com o interesse coletivo. Chega de votos dados por desinformação, desespero ou troca de favores.
E, sobretudo, é indispensável que o Brasil reafirme seu compromisso com os direitos humanos e com as políticas públicas voltadas às minorias. Uma nação justa só pode existir se todos tiverem voz e vez, independentemente de sua origem, gênero, orientação sexual, religião ou condição social.

O mundo está em transformação. As potências tradicionais enfrentam crises internas e externas. O espaço para novas lideranças globais está aberto — e o Brasil tem tudo para ocupar seu lugar. Mas isso só será possível se rompermos com o passado de submissão e construirmos, juntos, um futuro de soberania, justiça social e desenvolvimento sustentável.
O tempo é agora. O futuro não espera.


























