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O presidente do Banco Central do Brasil defendeu nesta segunda-feira a instituição e seu conselho de administração pela condução da liquidação do Banco Master, dizendo-se grato por ter supervisionado o processo durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em um evento em São Paulo, Gabriel Galípolo afirmou que Lula reforçou a autonomia do Banco Central e da Polícia Federal no caso, dando a segurança necessária para que as autoridades realizem seu trabalho de forma independente.
ANCO PEQUENO, LIQUIDAÇÃO BARULHENTA
O Banco Master detinha menos de 1% dos ativos bancários do Brasil, mas seu colapso em novembro passado atraiu atenção após a instituição financeira comercial se expandir rapidamente vendendo títulos de alto rendimento comercializados como cobertos pelo fundo de garantia de depósitos da FGC.
A FGC, empresa privada, estimou que pagará 40,6 bilhões de reais (US$ 7,8 bilhões) a cerca de 800 mil investidores após a liquidação do banco em novembro.
Na semana em que faliu, o Banco Master tinha apenas 4 milhões de reais em caixa, contra 120 milhões de reais em vencimentos de dívidas, e deixou de fazer mais de 2,5 bilhões de reais em depósitos obrigatórios no Banco Central, disse Galipolo.
Ele afirmou que o caso levou o banco central a examinar uma aplicação mais rigorosa das regras de correspondência entre ativos e passivos para os bancos.
Ao abordar questões sobre a supervisão de uma instituição financeira há muito considerada arriscada, Galipolo elogiou a diretora de supervisão do banco central, Ailton de Aquino, e Renato Gomes, que era o diretor de organização do sistema financeiro do banco central na época do colapso do Banco Master.
Galipolo negou que o Banco Central tenha solicitado à FGC a extensão de uma linha de crédito ao Banco Master em 2025, afirmando que o fundo já havia começado a honrar as dívidas garantidas, como faria em caso de liquidação. Essa posição contribuiu para uma queda de 9,2 bilhões de reais no financiamento garantido pela FGC ao Banco Master no ano passado, disse ele.
O financiamento não garantido caiu 2 bilhões de reais em 2025, enquanto os acionistas injetaram mais de 2 bilhões de reais, de acordo com Galipolo.
O presidente do banco central afirmou que a ação coordenada com o FGC (Conselho Federal de Governança) apoiou a decisão de bloquear a aquisição planejada do Banco Master pelo BRB em setembro e de apoiar a liquidação do banco.
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