STF

EUA são informados sobre decisão de Dino que barra leis estrangeiras

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Por Karen Loren

Integrantes da Casa Branca, do Departamento de Estado e do Departamento do Tesouro foram informados, nesta segunda-feira (18), sobre a decisão do ministro Flávio Dino do STF (Supremo Tribunal Federal) que impede a aplicação de leis ou decisões judiciais de outros países no Brasil.

Para terem efeito, essas medidas precisam da validação da Justiça brasileira.

A informação foi confirmada pelo jornalista Paulo Figueiredo, que, junto com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tem articulado sanções ao Brasil junto ao governo de Donald Trump, incluindo a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do processo da trama golpista.

Figueiredo afirmou que o comunicado às autoridades americanas foi feito minutos após a divulgação da decisão do ministro Dino. Segundo ele, ainda não há um posicionamento oficial, mas espera-se uma resposta.

“Vão decidir o que fazer, mas obviamente não vai ficar sem resposta”, disse.

Sem citar diretamente a Lei Magnitsky, Dino afirma que o Brasil tem sido “alvo de diversas sanções e ameaças” e que a decisão se mostrou necessária diante da “imposição de força de algumas nações sobre outras”.

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O advogado Martin de Luca, que representa a Rumble e a Trump Media em ação contra Moraes na Justiça Federal da Flórida, criticou a decisão de Dino, afirmando que se trata de um “recado político a Washington” e que amplifica a “percepção de insegurança”.

“A decisão do ministro Flávio Dino é apresentada como defesa da soberania, mas na prática envia um recado político para Washington justamente quando Brasil e Estados Unidos precisariam de diálogo institucional, não de atrito. O risco é que, em vez de proteger o país, esse tipo de resposta amplifique a percepção de insegurança jurídica e fragilidade no ambiente de negócios — algo que pode afastar investidores e prejudicar o Brasil no momento em que mais precisa de confiança externa”, disse De Luca.

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