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Correios em Mato Grosso vivem caos sem precedentes: nomeações políticas, incompetência e denúncias graves derrubam superintendente

Mato Grosso, um estado estratégico para o Brasil, assiste perplexo ao colapso dos Correios, afundados em uma crise que mistura má gestão, aparelhamento político e acusações de assédio.

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Nunca, em toda a história dos Correios no Mato Grosso, se viu tamanha incompetência administrativa. Nos últimos dois anos, a estatal, essencial para a economia e a vida cotidiana da população, transformou-se no que muitos servidores chamam de o pior Correios do Brasil.

No centro da crise está a influência política sobre cargos estratégicos. Nomeados por indicação do deputado estadual Valdir Barranco (PT) — que, embora seja parlamentar estadual, interferiu em cargos federais — sucessivos gestores sem qualquer preparo técnico foram alçados a postos de comando. O resultado é um rastro de destruição institucional.

O caso mais emblemático foi a nomeação de Edilson Nery, um “companheiro” trazido de Brasília que, em apenas um ano, conseguiu “enterrar de vez” a estatal no estado. Durante sua gestão, os problemas se multiplicaram: falta de transporte de carga, escassez de recursos para manutenção de veículos e aluguel de imóveis, unidades abarrotadas de encomendas sem previsão de entrega, e uma escalada nas reclamações de clientes. Grandes contratos foram perdidos, afundando ainda mais a credibilidade da empresa.

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Mas a crise administrativa não parou aí. Nos corredores da estatal, circulam denúncias graves: Edilson Nery estaria sendo processado por assédio sexual e membros de sua equipe por assédio moral. Segundo relatos, não bastasse a falta de competência, ainda se utilizavam dos cargos para satisfazer interesses pessoais e alimentar redes de influência.

A pressão tornou-se insustentável. O presidente dos Correios, Fabiano Silva, exonerou o superintendente e nomeou um interventor interino com a missão de tentar resgatar a estatal da situação caótica em que foi lançada. O novo gestor deve reorganizar as operações e, principalmente, colocar profissionais técnicos nas áreas de decisão.

Enquanto isso, os exonerados, segundo informações internas, seguem se articulando com os mesmos políticos que os apadrinharam. A estratégia seria reverter as exonerações e retomar o controle, numa demonstração de que, em ano eleitoral, interesses partidários podem falar mais alto do que a necessidade de prestar serviços de qualidade ao cidadão.

Os mato-grossenses, que dependem do trabalho essencial dos Correios, só podem esperar que, desta vez, os políticos não insistam em indicar “incompetentes” para cargos tão relevantes. Porque, como dizem os servidores, um dia a conta chega — e chega em dose dupla, deputado Valdir.

O estado aguarda que a intervenção técnica consiga reinventar os Correios e devolver a dignidade ao serviço postal que deveria orgulhar o país — e não envergonhá-lo.

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