O resultado para o Chega

André Ventura levantando uma bandeira de Portugal.

Mesmo muito atrás na contagem dos votos, a ida do Chega ao 2º turno em Portugal foi considerado como um “trunfo da direita radical“.

O fortalecimento da direita radical tem sido um dos fenômenos de maior impacto na política portuguesa nos últimos anos. O avanço do Chega no país foi surpreendentemente rápido, saltando de 1,3% dos votos em 2019 para 22,8% nas legislativas de 2025.

Essas eleições, portanto, registraram o melhor resultado do partido.

Entre analistas, se Ventura conquistasse entre 30% e 35% dos votos, isso mostraria que ele alcançou o eleitorado da direita e centro-direita.

Como ele conseguiu cerca de 33% dos votos, a agenda do Chega pode ganhar peso também entre as classes políticas, consolidando a ideia de que o partido é “um movimento em ascensão”.

“Ele terá base para afirmar que agora é a principal força da direita em Portugal”, disse, antes da eleição, António Costa Pinto, da Universidade Lusófona de Lisboa.

Em declaração à imprensa após os primeiros resultados anunciados neste domingo, Ventura lembrou que estas “são eleições presidenciais” (não as legislativas) e considerou que o país o escolheu para “disputar o espaço não socialista”.

Fundado em 2019 por Ventura, o Chega é hoje a segunda maior força no Parlamento português, com 60 cadeiras.

O partido cresceu com um discurso focado na rejeição à corrupção das “elites” políticas tradicionais, na defesa de políticas mais rígidas de segurança e no combate ao que classifica como imigração “descontrolada”, além de ataques a algumas minorias.