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Parlamento europeu rejeita tese de perseguição no Brasil, diz eurodeputado

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JK

Um dos principais quadros do Partido Socialista Português, o eurodeputado Francisco Assis disse à CNN que os líderes da ultradireita no Parlamento Europeu estão conectados com os bolsonaristas do Brasil e reverberam na tribuna o discurso de que há uma perseguição política do Judiciário contra o ex-presidente.

Esse alinhamento, porém, não significa que essa seja a visão majoritária entre os eurodeputados, onde a esquerda e a centro direita moderada são maioria. Pelo menos por enquanto.

“Em Portugal, o “Chega” (partido de ultradireita) e o bolsonarismo têm ligação. Existe uma conexão clara entre a extrema direita europeia e a brasileira. Mas a grande maioria do parlamento europeu está convencida de que houve uma tentativa de golpe no Brasil e não vê censura ou perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Assis.

O parlamentar foi recebido em um jantar em São Paulo na noite desta quarta-feira (23) no apartamento do advogado constitucionalista Pedro Serrano e organizado pelo grupo “Fórum Direitos Já”.

Assis fez um balanço sobre o avanço da direita de matriz mais radicalizada na Europa para convidados como o ex-ministro da Casa Civil de FHC, Clóvis Carvalho, o marqueteiro Felipe Soutello, a ex-senadora Eva Blay, o sociólogo Fernando Guimarães, coordenador do Fórum e integrantes do consulado português em São Paulo.

Em sua fala, Assis mencionou o crescimento vertiginoso da extrema direita em Portugal, França, Espanha, Holanda e Itália.

“Há um medo enorme da esquerda e de parte da direita de uma vitória da extrema direita na França. Não sabemos o que vai ser do pós Macron”, disse o eurodeputado, que integra as Comissões de Política Externa e direitos humanos do Parlamento Europeu.

 

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