Por Rodrigo Rodrigues
DILLON, MONTANA — Em uma época em que rádios eram uma novidade e computadores eram apenas uma ideia distante, um garoto nascido em uma fazenda isolada de Montana teria concebido um sistema de comunicação que, décadas depois, se tornaria a base do que hoje conhecemos como internet.
Essa é a história de Elroy Matthews, um prodígio que, aos 9 anos de idade, em 1921, teria criado, de forma autodidata, uma rede de transmissão baseada em códigos binários — muito antes de o conceito sequer existir na ciência moderna.
Poucos anos depois, Elroy desapareceu misteriosamente de uma clínica psiquiátrica infantil, deixando para trás apenas fragmentos de seu trabalho e um mistério que atravessa gerações.
A infância do gênio em um mundo pré-digital
Elroy nasceu em 1912, na pequena cidade de Dillon, Montana, uma comunidade rural cercada por montanhas e campos de trigo.
Naquela época, a eletricidade ainda estava chegando lentamente à região, e o rádio era o grande avanço tecnológico que fascinava as famílias americanas.
Desde cedo, Elroy se destacou por uma inteligência incomum. Aos cinco anos, já lia jornais locais e fazia cálculos complexos de cabeça.
Seu passatempo favorito era desmontar relógios mecânicos e rádios rudimentares para entender como funcionavam.
“Ele tinha uma curiosidade insaciável”, relembra em depoimento antigo Margaret Rowe, professora que lecionou na escola da cidade.
“Enquanto outras crianças brincavam, Elroy passava horas tentando descobrir como o mundo se conectava.”
Por volta dos oito anos, Elroy começou a desenvolver padrões usando pequenos pedaços de madeira, fios improvisados e lâmpadas alimentadas por baterias de zinco.
Segundo registros da época, ele teria criado um sistema de sinais baseado em duas posições: aceso e apagado — o equivalente rudimentar ao zero e um do código binário.

O caderno revolucionário
Em meados de 1921, Elroy apresentou à sua professora um caderno cheio de símbolos, números e diagramas.
Ele afirmava que havia criado um “método universal para que máquinas pudessem se comunicar à distância”.
Naquele contexto histórico, isso soava absurdo.
Computadores ainda não existiam, e os primeiros experimentos com processamento automático só começariam a surgir décadas depois.
Intrigada, Margaret levou o caderno ao diretor da escola, que por sua vez entrou em contato com a Universidade de Montana.
Dois cientistas viajaram até Dillon para avaliar o garoto. Um deles, Dr. Harold Whitmore, teria registrado em carta a um colega:
“Estamos diante de algo impossível.
Este menino, sem acesso a laboratórios ou livros avançados, descreveu conceitos que nem mesmo nossa comunidade científica compreende.”
Essa carta desapareceu dos arquivos oficiais anos mais tarde.
A chegada dos homens misteriosos
Após a visita dos cientistas, relatos estranhos começaram a circular pela pequena cidade:
• Homens de terno, vindos de fora, começaram a aparecer, fazendo perguntas sobre Elroy.
• Veículos pretos foram vistos estacionados perto da fazenda da família Matthews.
• O pai de Elroy teria recebido uma proposta em dinheiro para “permitir que seu filho fosse estudado em um centro especial”.
Com apenas nove anos, Elroy começou a apresentar sinais de ansiedade extrema.
Ele dizia à mãe que “homens invisíveis” queriam roubar suas ideias e que sua invenção seria usada para controlar o mundo.
Preocupados, seus pais aceitaram interná-lo na Clínica Psiquiátrica St. Helena, em Helena, capital do estado, no final de 1921.
Internação e o medo crescente
Na clínica, os médicos ficaram impressionados com as habilidades cognitivas do garoto.
Relatórios da época descrevem que Elroy criava padrões matemáticos complexos mentalmente, algo jamais visto em uma criança de sua idade.
“Paciente demonstra capacidade incomum de raciocínio abstrato.
Afirma que sua criação será usada para manipular sociedades inteiras.
Mostra pavor extremo diante de homens trajando roupas formais.”
(Relatório médico de 14/12/1921)
Vizinhos da família relataram que a presença de pessoas estranhas na cidade aumentou durante os meses em que Elroy esteve internado.
Alguns moradores juram ter visto agentes federais entrando e saindo da clínica sem identificação.

O desaparecimento inexplicável
Na madrugada de 3 de abril de 1926, aos 14 anos, Elroy desapareceu misteriosamente da clínica.
A porta do quarto estava trancada por dentro, as janelas fechadas e não havia qualquer sinal de fuga.
Funcionários disseram ter ouvido um barulho semelhante a um motor ou hélice nas primeiras horas da manhã, seguido por silêncio absoluto.
Pouco depois, o quarto de Elroy foi encontrado vazio.
O único objeto faltando era o caderno com seus códigos.
O caso foi rapidamente arquivado, e a clínica destruiu parte dos registros médicos sob a alegação de “espaço insuficiente para armazenamento”.
Poucos meses depois, os pais de Elroy venderam a fazenda e se mudaram para o estado de Washington, onde viveram de forma reclusa até o fim da vida.
A conexão com a tecnologia moderna
Décadas mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial, os aliados desenvolveram os primeiros computadores, como o ENIAC e o Colossus, para decifrar códigos militares.
Curiosamente, alguns diagramas técnicos desses projetos eram idênticos aos desenhos que Elroy havia criado em 1921.
Em 1994, o pesquisador Oliver Trent, especialista em história da computação, encontrou documentos antigos de Montana e fez a conexão:
“Elroy descreveu, em 1921, algo que só seria realizado décadas depois.
É impossível que seja coincidência.”
Pouco tempo depois, Trent afirmou estar sendo seguido. Em 1997, ele desapareceu misteriosamente, assim como Elroy.

Mensagens na deep web
Em 2012, mensagens começaram a circular em fóruns obscuros da deep web, assinadas por alguém identificado apenas como “E.M.”.
As mensagens eram criptografadas em um formato muito semelhante ao que Elroy utilizava em seus cadernos.
Uma delas, quando decodificada, trazia a seguinte frase:
“A rede não pertence a ninguém, mas alguém tentará possuir tudo.”
Muitos acreditam que isso prova que Elroy pode ter sobrevivido, vivendo escondido por décadas, talvez até ajudando a moldar secretamente a estrutura da internet moderna.
Teorias sobre o que aconteceu
As principais teorias sobre o desaparecimento de Elroy incluem:
1. Recrutamento por uma agência secreta – O governo teria levado Elroy para trabalhar em projetos confidenciais, talvez relacionados a comunicações militares.
2. Autodesaparecimento – Elroy teria fugido voluntariamente para evitar que sua criação fosse usada para controle social.
3. Silenciamento – A hipótese mais sombria: Elroy teria sido eliminado, e seu conhecimento apropriado por empresas ou governos.
4. Experimento temporal – Uma teoria radical sugere que ele teria sido parte de um projeto experimental envolvendo viagens no tempo, o que explicaria seu conhecimento muito além da época.
Um legado invisível
Hoje, se estivesse vivo, Elroy teria 113 anos.
Ainda assim, algumas mensagens recentes sugerem que sua mente — ou ao menos suas ideias — continuam presentes no mundo digital.
Em 2020, durante a demolição da antiga clínica St. Helena, um caderno foi encontrado dentro de uma parede falsa.
Na última página havia uma frase escrita em binário que, traduzida, dizia:
“Eu ainda estou aqui. Mas por quanto tempo?”



























