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Ministro da Fazenda do Brasil, Haddad, sinaliza possível saída em entrevista ao O Globo

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JK
O ministro da Fazenda brasileiro, Fernando Haddad, poderá deixar o cargo para trabalhar na campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, disse ele ao jornal O Globo em entrevista publicada nesta quinta-feira.
“Pretendo colaborar com a campanha do presidente Lula e já lhe disse que não pretendo me candidatar em 2026, mas quero contribuir pensando no programa de governo e em como estruturar sua campanha”, afirmou.
Questionado se sua saída do Ministério das Finanças já estava definida, ele disse: “Pode ser. É uma possibilidade.”
Haddad disse que Lula respondeu de forma amigável à proposta e que respeitaria sua decisão, embora ainda precisem conversar sobre o assunto.
O esquerdista Lula, de 80 anos, confirmou sua intenção de concorrer a um quarto mandato não consecutivo, mas seu principal adversário ainda não está definido.
O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro — que está impedido de concorrer a cargos eletivos e cumpre pena de 27 anos — anunciou na semana passada sua candidatura, o que abalou os mercados. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas , considerado mais favorável ao mercado, declarou seu apoio à candidatura.

CLIMA POLÍTICO

Haddad afirmou que o governo atrasou nomeações importantes devido ao “clima político”, citando nomeações pendentes para o banco central, o órgão regulador do mercado de valores mobiliários (CVM) e a demora na resolução da mais recente vaga no Supremo Tribunal .
A escolha dos diretores do banco central “será técnica”, disse ele, acrescentando que Lula “já está ouvindo as pessoas”.
A Reuters havia relatado anteriormente que não se esperava que Lula indicasse seus próximos dois candidatos para o conselho de definição de taxas do banco central até o próximo ano, deixando apenas sete das nove vagas preenchidas para a aguardada decisão sobre a taxa de juros em janeiro.
O banco central manteve na quarta-feira as taxas de juros em 15%, o maior patamar em quase duas décadas, pela quarta reunião consecutiva, e não deu nenhuma indicação de quando os cortes poderão começar. Alguns esperam que isso aconteça em janeiro, mas a maioria agora aponta para março.
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