O ministro então solicitou que a defesa indicasse quais exames seriam necessários para que fosse verificada a possibilidade de realização deles no sistema penitenciário.

Os advogados anexaram um pedido emitido pelo médico Brasil Ramos Caiado, solicitando com urgência a realização de três exames: tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma.

Eles insistiram que Bolsonaro seja encaminhado a um hospital particular.

“Tais exames mostram-se essenciais para adequada avaliação neurológica (…), sendo indicada a sua realização em ambiente hospitalar especializado”, diz a defesa.

O relatório médico da Polícia Federal, enviado para o ministro Alexandre de Moraes, diz que uma equipe compareceu às 9h para avaliar o estado de saúde de Jair Bolsonaro após pedidos dos agentes de plantão.

Segundo a PF, o ex-presidente relatou ter caído da cama durante a noite enquanto dormia. Ele também informou ter tido tonturas no dia anterior e soluços intensos à noite.

Os médicos que examinaram Bolsonaro relataram que ele estava consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico, mas com uma lesão superficial na face.

A equipe médica do ex-presidente foi comunicada, segundo consta no relatório.

Prisão domiciliar foi negada

Bolsonaro está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos por golpe de Estado e outros crimes.

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Em uma postagem nas redes sociais nesta terça-feira, Michelle disse que o marido teve uma crise enquanto dormia.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, escreveu Michelle Bolsonaro nos stories do Instagram.

“Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para a minha visita. Estou com o médico aguardando o delegado para saber como foram os primeiros socorros.”

O episódio acontece quase uma semana após Bolsonaro receber alta do hospital, onde passou por uma cirurgia para corrigir hérnias na região da virilha e outros procedimentos para conter o quadro de soluços durante o Natal.

A defesa do ex-presidente chegou a encaminhar ao STF um pedido de prisão domiciliar de caráter humanitário, alegando que o estado de saúde de Bolsonaro poderia ser agravado pelo cumprimento da pena em regime fechado.

O pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes e Bolsonaro retornou à sede da PF no dia 1º de janeiro.

A decisão foi criticada pela família Bolsonaro, que tem feito campanha para que o ex-presidente cumpra a pena em regime domiciliar.

Em uma carta compartilhada nas redes sociais, Carlos Bolsonaro disse que as medidas de Moraes “violam garantias constitucionais básicas” e que a manutenção do pai na Polícia Federal expõe Jair Bolsonaro a “riscos”.