Inflação

A previsão de inflação para o Brasil em 12 meses atingiu o menor nível em mais de um ano em novembro.

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JK
A previsão é de que a inflação acumulada em 12 meses no Brasil tenha atingido em novembro o menor patamar em mais de um ano, segundo pesquisa da Reuters, mesmo com os indicadores subjacentes permanecendo elevados.
A taxa de juros também deveria ter retornado ao limite superior da meta do banco central, após um arrefecimento gradual desde abril, quando atingiu o ritmo mais acelerado desde fevereiro de 2023.
As tendências de preços ao consumidor foram moderadas este ano pela postura política ortodoxa do banco e pela valorização da moeda local, mas os custos de energia e serviços permaneceram sob pressão.
A inflação provavelmente desacelerou para 4,49% no período de 12 meses até novembro, ante 4,68% em outubro, segundo a estimativa mediana de 20 analistas consultados entre 3 e 8 de dezembro.
Essa seria a taxa mais baixa desde os 4,42% registrados em setembro de 2024, ficando ligeiramente abaixo do limite superior da meta oficial de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
No mês de novembro, a inflação deverá ter acelerado para 0,20%, ante 0,09% em outubro. Os dados serão divulgados na quarta-feira.
Os analistas do Barclays atribuíram a recuperação mensal ao aumento dos preços da eletricidade e, separadamente, aos custos mais elevados de hotéis e viagens para a Cúpula do Clima COP-30, realizada no mês passado na cidade brasileira de Belém.
Além disso, a inflação do setor de serviços manteve-se estável em consequência das fortes condições de emprego, com o desemprego caindo para um nível recorde em outubro.
“Prevemos uma inflação nos serviços básicos de 0,33% m/m, a mesma de outubro, desacelerando para um patamar ainda elevado de 6,03% a/a em termos anuais, ante 6,31%”, acrescentou o Barclays em um relatório.
Os formuladores de políticas têm se concentrado nos preços dos serviços como uma questão que exige maior atenção, na esperança de que a atual desaceleração econômica ajude a controlá-los.
Ao mesmo tempo, embora as expectativas de inflação tenham continuado a diminuir recentemente, o processo é muito gradual, outro fator que leva o banco central a manter-se em alerta.
Segundo pesquisa da Reuters com economistas, o Banco Central do Brasil manterá sua taxa básica de juros em 15% na reunião de 10 de dezembro, dando apenas um leve indício de um possível corte no próximo trimestre.
Ainda assim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá marcar um ponto se o ritmo anual de inflação ao consumidor terminar 2025 abaixo da meta mais alta de 4,50%, conforme previsto em uma pesquisa semanal com economistas realizada pelo Banco Central.
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