Eleição no Rio

Análise: Eduardo Paes lidera mas cenário no governo do RJ segue em aberto

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JK

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) aparece como favorito na disputa pelo governo do estado, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (24). Com 53% das intenções de voto, Paes lidera todos os cenários pesquisados, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Apesar do favoritismo expressivo, o analista de política da CNN Matheus Teixeira alerta que o cenário político fluminense pode sofrer alterações significativas. “53% para Eduardo Paes é uma demonstração de que ele é o amplo favorito. Mas a gente já viu muita reviravolta na história da política do Rio de Janeiro”, afirmou o analista, lembrando que em 2018 Wilson Witzel (DC) saiu de apenas 3% nas pesquisas para vencer a eleição ao governo estadual.

A disputa pelo Palácio Guanabara envolve também uma batalha nos bastidores relacionada ao formato da eleição. O STF (Supremo Tribunal Federal) ainda não decidiu sobre como será realizado o pleito para o chamado “mandato tampão” no governo do Rio de Janeiro, após o afastamento de Cláudio Castro (PL). Existe a possibilidade de que a campanha eleitoral no estado comece oficialmente antes do que nos demais estados brasileiros.

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Estratégia e uso da máquina pública

Um fator importante destacado por Teixeira é a estratégia de Douglas Ruas (PL), que aparece atrás de Paes na pesquisa. Ruas tenta assumir o governo do estado antes da eleição definitiva, evitando que o mandato do desembargador Ricardo Couto seja prolongado até outubro.

“Com a máquina na mão, a gente sabe que faz a diferença. A máquina pública no Brasil, historicamente, surte efeito positivo para os candidatos”, explicou.

O governo estadual possui mecanismos importantes de articulação política, como o repasse de verbas para prefeituras, que podem influenciar significativamente o resultado eleitoral. Por isso, Paes tem trabalhado nos bastidores para impedir a posse de Douglas no governo fluminense.

Nacionalização do debate

Outro aspecto que o analista avalia como relevante para a disputa será a tentativa de nacionalização do debate eleitoral. Douglas Ruas deve buscar apoio do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e tentar associar sua candidatura ao bolsonarismo, considerando que o Rio de Janeiro tem demonstrado um viés mais favorável a essa corrente política nas últimas eleições presidenciais.

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“Fernando Haddad perdeu em 2018 e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também perdeu para Jair Bolsonaro (PL) em 2022. Portanto, é um estado com viés mais bolsonarista”, observou o analista.

Eduardo Paes, por sua vez, apoia o presidente Lula, mas tenta não vincular excessivamente sua imagem ao atual governo federal, justamente por conhecer essa característica do eleitorado fluminense.

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